Menos 70% de pessoas sob a rota de aterragem e descolagem (Cone).
5 km que mudam tudo!
Mover a implantação cerca de 5 km para oeste, dentro do mesmo Campo de Tiro de Alcochete, reduz o número de pessoas afetadas, casas demolidas e custo evitável.
Base factual: Carta Aberta 21.01.2026
BIODESIGN Set/25 · ABALEO Nov/25
A decisão estratégica de Alcochete não está em causa. O que pedimos é que a implantação definitiva não seja fechada sem validar a alternativa oeste, cerca de 5 KM para oeste da implantação base, dentro do mesmo Campo de Tiro de Alcochete.
A implantação base interseta 6.213 residentes sob os corredores de aterragem e descolagem na 1.ª fase. A alternativa oeste, cerca de 5 KM a ocidente dentro do mesmo CTA, interseta 1.883. A diferença: 4.330 pessoas fora do cone de aterragem e descolagem.
Deslocar o aeroporto 5 km para oeste reduz ainda 14 km na distância ida e volta a Lisboa. Três efeitos directos:
Redução cumulativa dos tempos de deslocação dos passageiros ao longo da vida útil do aeroporto.
Equivalente à plantação e manutenção de 10 milhões de sobreiros durante 40 anos.
A solução oeste evita eliminar a Ribeira do Vale Cobrão - sem grandes aterros. O solo de fundação na zona mais alta do CTA é mais resiliente, reduzindo substancialmente o custo de construção.
Fonte · ABALEO Síntese 2025
Mais de 7 aglomerados habitacionais serão impactados pela implantação base: Vila Nova de Sto. Estevão, Santo Estevão, Infantado, Foros do Trapo, Faias, Pegos Claros e Poceirão.
O cone de aterragem e descolagem é o corredor de espaço aéreo que cada avião percorre ao aproximar-se ou afastar-se das pistas. A largura do cone aumenta com a distância à pista: junto ao aeroporto é estreito; a vários quilómetros, expande-se sobre aldeias e cidades. Toda a área dentro do cone fica sujeita a ruído significativo de aeronaves a baixa altitude, múltiplas vezes por hora.
Cada aeroporto tem dois cones — um a norte (aterragens e descolagens para norte) e outro a sul. O mapa mostra os cones das duas implantações em simultâneo: a implantação base (a leste, a cinzento) e a alternativa oeste (a laranja). A diferença no número de aglomerados afectados é visível à vista desarmada.
A petição pede que a alternativa seja avaliada formalmente antes da decisão final. Sem essa avaliação, a decisão fica viciada desde a origem.
A Agência Portuguesa do Ambiente tem uma consulta pública aberta sobre este projecto. Por lei, é obrigada a considerar todos os contributos recebidos de qualquer cidadão.
Cada partilha traz mais uma voz que a agência ambiental é obrigada a registar. Especialmente importante para quem vive ou trabalha na área afectada.
Não somos o problema, somos a solução. Queremos que o aeroporto seja um orgulho para Portugal - e não um pesadelo para as populações. Por isso pedimos que o estudo ambiental avalie tecnicamente a alternativa à localização das pistas, antes da decisão final e irreversível. Porque de facto há alternativa.
A decisão de construir o aeroporto em Alcochete está tomada e não está em causa. O que pedimos é mais simples: que o Estudo de Impacte Ambiental compare duas opções de localização das pistas dentro do mesmo terreno, antes da decisão final da agência ambiental.
Esta alternativa - designada CTA-5 km AI - desloca as pistas cerca de 5 km para oeste, com inversão da configuração do aeroporto. Afasta o aeroporto das zonas habitadas, poupa terreno, reduz CO2 e aproxima o aeroporto de Lisboa em 7 km.
Num projeto desta escala, a solidez da decisão final depende também da capacidade de ouvir, comparar e aperfeiçoar. Por isso, consideramos essencial que o Estudo de Impacte Ambiental inclua a alternativa CTA-5 km AI, permitindo verificar, de forma objetiva, se uma deslocação das pistas cerca de 5 km para oeste oferece ganhos relevantes para as populações, para o ambiente e para a eficiência da infraestrutura. Esta é uma oportunidade para o Governo demonstrar abertura, reforçar a confiança dos cidadãos e construir uma solução amplamente validada pela opinião pública e pela Assembleia da República.
Que o EIA inclua a análise técnica formal e comparativa desta alternativa, com mapas de ruído, dados de expropriações e avifauna.
Que a APA exija ao proponente justificação documental - não baseada em «percepção» - para preterir a alternativa.
Que o estudo ambiental avalie o impacto sobre as aves e habitats protegidos do Estuário do Tejo para as duas configurações, conforme exige a lei europeia.
A ANA foi instruída para «só estudar o que saiu do relatório da CTI sobre o CTA». Mas a lei europeia é clara: a obrigação de avaliar alternativas razoáveis existe independentemente de instruções políticas. A CTA-5 km AI tem suporte técnico de dois engenheiros de aviação especializados em aeroportos, e foi quantificada por dois estudos independentes. É uma alternativa razoável. Tem de ser avaliada.
Não existem estudos de campo sobre aves na área em causa. Ainda assim, uma representante do Governo confirmou perante múltiplas testemunhas que a escolha da configuração actual se baseou na «percepção» de menor impacto nas aves. A decisão de avançar com a configuração actual não se pode basear em percepção - tem de se basear em dados. A lei exige fundamentação técnica e documental.
«A decisão de avançar com a configuração actual baseou-se na percepção de que esta opção teria menor impacto na avifauna.»
Representante do Governo - Ministério das Infraestruturas, 27 de Abril de 2026
Com a configuração actual, 18.000 residentes serão expostos a ruído significativo de aeronaves, 420 ha serão expropriados, o único Corredor Ecológico classificado no PDM de Benavente que atravessa o CTA será destruído, e o aeroporto ficará 7 km mais longe de Lisboa do que o necessário. A alternativa CTA-5 km AI resolve todos estes problemas sem comprometer a funcionalidade do aeroporto. Os dados vêm de fontes técnicas independentes verificáveis - não de associações de moradores.
Um indicador por peça. Nada amontoado. Cada prova cita a fonte original - BIODESIGN Set/25 e ABALEO Nov/25.
Menos 70% de pessoas sob a rota de aterragem e descolagem (Cone).
Zero residentes previstos sob o cone oeste.
Menos de metade da área expropriada.
CO2e evitado pela menor distância.
A CTA-5 km AI desloca as pistas cerca de 5 km para oeste, com inversão da configuração. Os números resultam de fontes técnicas independentes verificáveis.
| O que muda | Configuração actual (ANA) | CTA-5 km AI (alternativa) |
|---|---|---|
| Residentes afectados (ruído) | 18.000 | Redução substancial |
| Área de expropriação | ≈ 420 ha | ≈ 155 ha (2,7× menos) |
| Distância a Lisboa | Referência | ≈ 7 km mais próximo |
| CO2 (50 anos) | - | > 1.000.000 t CO2 (Abaleo, 2025) |
| Corredor Ecológico (PDM Benavente) | Destruído | Preservado |
| Pontos de avifauna nos cones de voo | 4 | 1 (BIODESIGn 2025-010) |
| Viabilidade técnica confirmada | EIA da ANA | Major-General Eng. Aeroportos (ex-CA ANA) + Eng. Jorge B. Sousa (PhD UC Berkeley) |
Fontes: BIODESIGn (Estudo 2025-010), CMB; Estudo Abaleo (ABALEO S.L.), Nov. 2025; Parecer Major-General, Eng. Aeroportos (ex-CA ANA), 13 Fev. 2026; Eng. Jorge B. Sousa, PhD UC Berkeley, Cédula 16028.
«Tecnicamente viável, não se identificando qualquer constrangimento conhecido. Novos estudos têm de ser feitos.»
«A AAE foi de alto nível sobre as localizações das pistas e não foi decisiva. É necessária validação por estudos de detalhe.»
«A CTA-5 km AI desloca o aeroporto 5 km a oeste com inversão das pistas - reduzindo a distância efectiva a Lisboa em 7 km e reorganizando os cones de ruído para afastar as pistas das zonas habitadas.»
Os cidadãos abaixo assinados vêm requerer à Assembleia da República que recomende ao Governo, à ANA – Aeroportos de Portugal, à APA e às demais entidades competentes a validação imediata da implantação oeste do Aeroporto Luís de Camões, cerca de 5 km a oeste da implantação base, dentro do mesmo Campo de Tiro de Alcochete.
Os elementos técnicos disponíveis mostram que a alternativa a 5 KM a oeste reduz fortemente a população e o parque habitacional afetados pelos corredores de aterragem e descolagem. Na 1.ª fase, a comparação aponta para 1.883 residentes afetados na alternativa oeste e 6.213 na implantação base.
Precisamente por isso, pedimos comparação aberta, validação técnica e decisão informada — não a cristalização prematura de uma implantação mais gravosa por simples inércia.
Base factual · Carta Aberta 21.01.2026 · Estudo BIODESIGN (Set/2025) · Estudo ABALEO (Nov/2025)
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O local previsto para o aeroporto Luís de Camões ficou completamente alagado durante as recentes tempestades. Considerado o mais caro (25 a 35 mil milhões de euros) e o mais arriscado, exigiria 34 milhões de m³ de movimentos de terra.
Ver reportagemIniciativa pede a validação técnica da implantação oeste do Aeroporto Luís de Camões, dentro do mesmo Campo de Tiro de Alcochete, antes de decisões irreversíveis.
Ler artigoOs números do Quadro 4 do estudo de Setembro de 2025 mostram que a microlocalização oeste reduz em 70% a população afectada pelos corredores de aterragem na 1.ª fase.
Ler artigoA Prof.ª Maria do Rosário Partidário confirmou que a Avaliação Ambiental Estratégica foi de alto nível e que são necessários estudos de detalhe para validar a posição exacta das pistas.
Ler artigoEstudo de Novembro de 2025 estima 1.026.833 tCO₂e poupados nos acessos terrestres entre Lisboa e o novo aeroporto, em virtude da menor distância média.
Ler artigoNão. A localização em Alcochete é uma decisão do Governo que não contestamos. Pedimos apenas que o EIA compare duas opções de posição das pistas dentro do mesmo terreno, antes da decisão final.
Sim. O Major-General, Eng. Aeroportos (ex-CA ANA), ex-Assessor da ANA, concluiu formalmente: «tecnicamente viável, não se identificando qualquer constrangimento conhecido». Dois estudos independentes quantificam os impactos.
O pedido é validar já, antes de decisões irreversíveis. Comparar duas implantações no mesmo CTA custa tempo em semanas; corrigir uma implantação errada custa anos.
A Agência Portuguesa do Ambiente recebe contributos públicos sobre o EIA com peso legal. A APA é obrigada a considerar as posições fundamentadas antes de emitir a Declaração de Impacte Ambiental. Este é o momento em que a tua voz conta legalmente.
Oito associações de moradores e juntas de freguesia da área afectada, apoiadas por especialistas independentes em engenharia de aeroportos e em direito ambiental europeu. Sem financiamento de partidos políticos ou interesses privados.
Não dizemos que a nossa alternativa é perfeita em tudo, mas pedimos que seja avaliada seriamente em vez de ser descartada por hábito. O estudo BIODESIGn (2025-010) identifica 4 pontos de avifauna nos cones de voo da configuração actual, contra apenas 1 na alternativa que estamos a propor. Queremos uma comparação aberta, não uma decisão tomada à partida.